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Introdução à Tradição Druida

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Introdução à Tradição Druida

Mensagem por RatinhoBr em Qua Mar 26, 2008 12:36 pm

A História Celta

Talvez não tenha havido nenhum grupo de pessoas que tenha causado tanto fascínio por parte dos populares das ilhas britânicas que os druidas. Alguns dizem que eram sacerdotes da Alântida, outros viam-nos como bárbaros selvagens que matavam pessoas e animais nos seus ritos. Ainda assim, estas visões são inspiradas em especulações e ideias pouco claras. O druidismo ultrapassa os conceitos e ideias da maior parte das pessoas dos dias de hoje. Partindo de uma mente aberta e de algum conhecimento que se pode adquirir em leituras facilmente se entende a razão da escolha do druidismo como caminho. Como druidas assistimos e cooperamos na transmissão e consolidação dos princípios de amizade e amor fraterno. Em contrapartida opomo-nos a todo o tipo de subversão e más influências de todas as formas em relação à lei dos Deuses, Homens e terra. O druidismo é uma forma de vida, um sistema de moralidade e de irmandade social, oral e normalmente não-político...

Os ovates eram também conhecidos como “vates”. Eram os jovens estudantes, no primeiro nível da formação de um druida. A sua cor era o verde, símbolo da Terra, que traduz o período dos anos mais jovens. Eles centravam-se sobretudo nos poderes de observação, apercebendo-se dos efeitos que a natureza surte sobre a vida e matéria. Desta forma, os vates eram estudantes das ciências naturais. Eles também eram escritores de prosa e música. Sabe-se a partir de Strabo que os vates eram os intérpretes dos sacrifícios e filósofos naturais. As suas artes divinatórias também eram bem conhecidas, assim como o fato de serem os responsáveis pelo calendário de “Coligy”, descrito como um meio de previsão solar/lunar. Por fim, os vates também eram considerados astrólogos.

Os bardos eram os estudantes do segundo nível da caminhada druida. Assim, os jovens ovates tornar-se-íam bardos. Tal como se sabe a partir do folclore e das lendas, os bardos eram poetas e músicos, daí ser-lhes atribuída a cor azul, a cor do céu, que traduz Verdade, Pureza e Liberdade. Os bardos eram também os historiadores do seu tempo, passando as suas fábulas, lendas e a história do seu povo de geração em geração. Esta forma de transmissão de conhecimento era muito importante devido à falta de texto escrito. Os bardos eram os advogados da paz e recomendavam sempre o justo e necessário para o auto-equilíbrio. Em suma, Strabo descrevia-os coo músicos e poetas.

Os druidas ocupavam os cargos de juízes, médicos, magos, adivinhos, místicos e clérigos escolares; noutras palavras, eles eram as pessoas religiosas da sua cultura. Para se tornarem druidas, os estudantes organizavam-se em grandes grupos de instrução e treino durante mais de vinte anos. Segundo os mitos, os druidas eram capazes de muitos poderes mágicos como a adivinhação e a profecia, o controlo do tempo, cura, levitação e mudança de forma para animais. A sua educação era tão rigorosa que quando acabavam eram uma espécie de “enciclopédia andante”. Uma boa palavra para os designar era “sacerdotes”, mesmo os romanos nuca a tendo usado, mas ao contrário dos sacerdotes católicos, os druidas tinham clientela, como os advogados, um consultor, um místico ou um xamã teriam.

Com isto e mente, não é difícil concluir que o poder, quer mágico quer social, dos druidas provinha da sua ligação com a natureza. Ao compreender essa conexão, o ser do druida unia-se com a natureza e tornava-se ciente de tudo o que era conhecido para a natureza, que é o todo. Assim o druida era um tipo de místico natural.

O druidismo é, por natureza, educativo. Os filósofos do druidismo ensinam-nos que a luz da inteligência sobressairá e dissolverá a sombra da superstição e ignorância que ainda cega a humanidade nos dias de hoje. O serviço para a humanidade é um fator importante na vida e no carácter de um druida: preservar os rios e ribeiros, florestas e vida selvagem das nossas nações, assim como contribuir para combater os problemas de poluição em geral.

Os druidas acreditam que é necessário respeitar e amar a Natureza como dadora e sustento de vida. A Natureza engloba tudo como a essência da vida, do universo e seus fenómenos, forças, energias, personalidade, comportamento instintivo ou intuitivo, e outros. Sem a luz e calor solar, em os animais nem as plantas podiam existir um segundo sequer. O sol é responsável pelo clima e pelo crescimento das plantas, pelo correr dos rios, pela composição de um poema ou do surgir de uma nota musical mas também pelos danos da fome. Naturalismo, em teologia, é a doutrina em que todas as verdades podem ser recolhidas a partir da observação do mundo natural sem recurso ao sobrenatural para revelações. Divina por direito, a Mãe-terra é altamente venerada pelos druidas. A Natureza em geral não é adorada da mesma forma que as árvores. As árvores são muito valiosas para a nossa ecoestrutura e servem de ligações poderosas entre os Deuses e nós, assim como para os nossos rituais. Os carvalhos são os mais usados e relacionados com o druidismo. Os Homens, pelo poder da razão e do discurso sentem-se superiores às outras espécies animais. Como druidas sabemos que não estamos sozinhos no mundo, mas que fazemos parte dele. Tal torna a nossa defesa da Natureza e da terra ainda maior. Os druidas também não crêem que estamos no mundo como responsáveis por dar um destino ás criaturas dos Deuses, nem que estamos acima delas. Nós não somos a base da criação, livres de fazermos o que queremos porque os Deuses nos deram algum poder sobre o mundo. Nós somos um bebé na barriga da mãe que nos protege, por isso não a devemos magoar. Muitos druidas aceitam a teoria da “hipótese de Gaia”, que a bioesfera do nosso planeta é um ser vivo que merece todo o amor e respeito que nós, Seus filhos, Lhe podemos dar.

Os problemas ambientais são aceites normalmente como as nossas questões sagradas em ordem de preservar a terra em que vivemos e da qual somos parte.

A terra eleva-se a montanhas, vastos e poderosos oceanos, delicadas e deliciadoras flores, belos animais, doces e envolventes melodias do cantar de um pássaro e a graça atlética dos seres humanos. Acima da terra está o céu, com a grandeza das tempestades, todo o azul que a abrange o céu durante o dia e a maravilha da luz das estrelas à noite, o brilho do sol e a serenidade da lua prateada, mas nenhum deles merece a nossa adoração.

Uma descrição simples do “bem em druidismo” resume-se numa tríade irlandesa que diz: “Três velas iluminam toda a escuridão: Conhecimento, Natureza, Verdade”. A tríade é a convenção da poesia celta e, porque muita sabedoria druida é comunicada pela poesia, aconselha-se o estudo dos poemas celtas.

Os antigos druidas geralmente desacreditavam as coisas escritas e, apesar de existir o ogham, raramente era usado fora dos monumentos fúnebres, divisões de propriedade e arcas na terra. Escrever coisas é enfraquecer a memória, que os druidas cultivavam cuidadosamente, e desonrar as coisas escritas. Em vez disso, os druidas confiavam nas suas vozes. Eles acreditavam que a voz era o instrumento ritual mais potente. Os druidas no treino tinham de aprender poesia bárdica, de uma forma que podemos chamar privação sensorial. A inspiração poética era uma importante prática espiritual.

Os druidas acreditavam na reincarnação, ou renascimento numa vida além da morte noutro mundo. Este outro mundo é-nos às vezes acessível, e particularmente perto, em certas alturas do ano (como em Samhain). Eles acreditavam que havia uma grande conexão e continuidade entre a vida e a morte. A morte era vista como uma fase transitória no curso de uma vida longa, mesmo eterna. Não há divisão entre o submundo e o mundo superior, assim como as entidades que vivem no outro mundo nem são boas em são más, assim como nós mesmos.

Foi estipulado que os druidas eram apenas homens. Enquanto que no mundo clássico da Grécia e de Roma, as escolas masculinas e femininas eram separadas, há algumas razões para acreditar que o mesmo se passava com os celtas. Enquanto que nas fontes gregas e romanas mais antigas não se referiam a mulheres como druidas, algumas têm descrições que sugerem que elas eram vistas como tal. Nas nossas lendas irlandesas também verificamos que as druidas também desempenhavam cargos importantes. O mundo clássico fazia muito mais a separação dos sexos que o mundo celta. Este contraste foi notado por muitos estudiosos, como Ward Rutherford. No mundo clássico as mulheres tinham maioritariamente uma posição apenas de ajudantes, enquanto no mundo celta eram guerreiras, poetas, agricultoras, marinheiras, chefes, etc. Em suma, os celtas não viam as fronteiras entre os sexos como algo que merecesse grande importância. Concerteza as mulheres não tinham uma posição tão prevalente nos comandos militares como os homens, mas isto é melhor explicado pelo sistema sócio-económico dos celtas e está além do espaço do papel. Há boas provas lendárias de mulheres na posição de bardo e como a linha divisória entre bardo e druida é pouco definida, apoia a ideia de existirem mulheres druidas.

A magia druida resulta de uma consciência forte e saudável da natureza, assim como dos seus espíritos e Deuses. Um druida tem de compreender a linguagem que a Natureza usa para passar o seu conhecimento. Tudo o resto parte daí. A magia druida é votiva; é feita a partir de um chamamento dos Deuses para cumprirem um serviço, oferecendo-se algo em troca. Os druidas míticos usavam muitas vezes o êxtase para alcançar os seus propósitos. Mas nos mitos muito pouca atenção é prestada ao chamamento ou contrlo dos espíritos ou Deuses, em vez disso, os druidas procuravam comunicação e comunhão.

Mantém em mente, contudo, que a melhor maneira de experenciar druidismo é desligar o computador, pousar os livros e procurar a Natureza. Encontra uma área agradável, olha para uma gruta que chamarias tua e faz alguma coisa…QUALQUER COISA… Apenas mantém os teus olhos abertos porque os espíritos e a magia estão aí para serem descobertos tanto quanto fores receptivo às suas mensagens.

Fonte: [url=http://tocadoelfo.blogspot.com]Toca do Elfo[/url]

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