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A historia de Naltar!

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A historia de Naltar!

Mensagem por LP-Ara em Qua Jan 23, 2013 9:04 pm

[center][b]A história de Naltar[/b] [/center]


[b]Capitulo 1: O início[/b]


  A história da cidade de Naltar começa há muito tempo atrás, numa época de transição e transformação da cidade de Gorendill. Foi num tempo em que a nova Gorendill estava se estruturando e se tornando uma metrópole, assim como a antiga Gorendill havia sido.
Naror o filho de Neutar havia deixado o trono nas mãos de seus melhores amigos, contam as lendas que ele havia partido para uma jornada de conhecimento e reflexão interior onde buscava se conhecer e dessa forma se tornar uma pessoa mais forte e realmente merecer o cargo concedido por seu pai, o de rei da Nova Gorendill.

Muitos anos após essa história onde o rei Naror se afastou do trono, onde também uma nova metrópole surgia no mundo de Shoigun e todo o legado dos cavaleiros chamados de [b]Guardiões da Lei[/b] e seu líder Neutar (Pai de Naror) havia desaparecido, surge uma nova fase da história uma não tão grandiosa devido a uma série de outros eventos que abalaram o mundo de Shoigun tirando o foco dela.
Essa nova história foi construída por pessoas valentes, por renegados, por aqueles que ainda tinham esperança e por aqueles que sempre serviram ao bem do mundo de Shoigun, mas existiu uma personagem principal em meio a tantos, e essa pessoa se chama Nine.

[b]1.1 Biografia de Nine [/b]

A história de Nine é algo curioso, uma menina que poderia ter sido mimada por ter nascido em berço de ouro, poderia ser só mais uma garotinha da realeza que não daria valor ao que tinha ou mesmo que por ter tudo se revoltaria e fugiria da casa em que morasse, mas por um detalhe do destino essa menina se tornou uma líder muito corajosa e que serve de inspiração para muitos.
Menina franzina de olhos castanhos claro, cabelo ruivo de estatura baixa, mas de muita personalidade.
Nine nasceu em uma casa simples perto da floresta que circunda Highfolks, seu pai Kritan, neto de Naror, foi um homem que buscou a riqueza e ser um nobre sob o título de neto de um rei.

A vida de riqueza e glamour era algo que cativava quase todos naquela época, principalmente quando você vinha de uma linhagem famosa, pois a fama pessoal poderia ser conquistada pelo título que a pessoa carregava, por exemplo, se alguém fosse filho de [i]Dist[/i], ou primo de [i]Scalfur[/i] ou mesmo irmão de[i] Hasmer[/i]. Esse meio da riqueza muitas vezes prendia as pessoas em um ciclo de vida de altos gastos e pouca preocupação com o próximo, as pessoas viviam de imagem e do que “aparentavam” ter, sim aparentavam, pois nem todos que aparentavam ter, tinham de verdade. Foi nesse meio que o pai de Nine quase se perdeu, envolvido por uma vida de boemia, onde todos o colocavam lá em cima por ser neto de Naror, Kritan quase se deixou afundar em dívidas e saiu de uma confortável casa para morar nas ruas. Antes que Kritan se deixasse levar pelos encantos da vida de nobreza, Ylandra interviu e salvou aquele que seria um triste destino.

A mãe de Nine, Ylandra, sempre teve o “pé no chão”, ela veio de família simples e por isso sempre valorizou o real significado das coisas. Peça central da família, Ylandra percebeu que seu marido Kritan estava perdendo o foco da vida em meio a vida de nobreza oferecida pelo título que ele carregava e ela rapidamente tomou conta da situação. Ylandra convenceu Kritan a se mudar da nova Gorendill, a metrópole que eles moravam, para tira-lo daquele meio. Após muita conversa, Ylandra revelou estar grávida para Kritan e selou o argumento para a mudança. Ylandra optou por viver em um local simples e por isso se mudaram para Highfolks.

Passados alguns meses na vida pacata de Highfolks, o dia em que Ylandra iria dar a luz chegou e Kritan conversou com algumas curandeiras da região para auxilia-lo no parto. Depois de muitas horas em trabalho de parto, Ylandra deu a luz uma menina que é a protagonista de nossa história, a Nine.

Nine cresceu com espírito forte e nela foram depositados todos os bons sentimentos que os seus pais tinham, amor, esperança, justiça, lealdade, compaixão. Ela aprendeu a valorizar o próximo e sempre ser grata por aquilo que havia conquistado. Diferente dos pais, nas veias de Nine corria o sangue aventureiro, igual ao seu bisavô Naror, e durante a infância dela essa vocação foi incentivada por seus pais. Todos os dias eles a levavam para o centro da cidade de Highfolks para conviver com aventureiros que passavam pela cidade e também os que residiam lá.

Através do contato com os aventureiros de Highfolks Nine foi desenvolvendo suas próprias habilidades e construindo sua identidade como aventureira. O tempo foi passando e os treinos de Nine se intensificando, assim como seu interesse em conhecer o mundo. Quando Nine atingiu os 16 anos, um fato curioso aconteceu algo que mudaria totalmente o seu caminho, ela recebeu uma ilustre visita. Essa visita aconteceu da seguinte forma:

“Era um dia de descanso, um dia daqueles que Nine adorava, pois os pais a levavam para visitar Highfolks, mas no meio do caminho para a cidade um fato inusitado aconteceu. Nine e seus pais foram surpreendidos por um horda de ladrões, todos identificados pelo símbolo da guild [i]A sombra[/i], foi ai que surgiu uma criatura estranha parecida com um lagarto, que na verdade era um [i]Slad[/i], e afugentou todos os desordeiros. Depois de afugentar todos os ladrões a criatura se aproximou de Kritan, Ylandra e Nine, ela parecia querer comunicar algo, mas no impulso de pai Kritan tentou proteger sua família e mandou que Nine e Ylandra corressem que ele ficaria para segurar o monstro, foi quando a criatura de uma forma muito habilidosa amarrou Nine e Ylandra jogando uma corda a distância e prendendo as duas. Kritan em um ato de desespero correu para atacar o monstro, mas antes que algo errado acontecesse a criatura se revelou, aquele [i]Slad[/i] na verdade era um personagem marcante na historia de Shoigun era um dos grandes amigos de Naror, [i]Haya[/i].”

Esse episódio do encontro com Haya mudou toda a trajetória de Nine, pois aquele velho amigo do bisavô dela resolveu adota-la como pupila. Haya havia passado muito tempo com o sindicato do crime, um clã que assolou a nova Gorendill por muito tempo durante o reinado de Naror e por essa razão Haya havia feito uma promessa a Naror de que o ajudaria na construção de uma nova vila em que o crime não existiria. Durante a vida de Naror essa promessa não havia sido cumprida e por isso Haya vinha procurando uma oportunidade de cumpri-la, ele observou as gerações de Naror por alguns anos, mas foi em Nine que ele depositou sua esperança.

Nine treinou arduamente durante dois anos não só fisicamente, mentalmente também. Haya exigia muito de Nine e toda essa exigência a fez refletir sobre o porque daquele homem ter aparecido tão de repente e o porque daqueles treinos tão fortes. Apesar de não conhecer o passado de Haya, Nine foi percebendo a razão para tanta exigência nos treinos. Em muitos momentos durante alguns treinos, Haya contava algumas histórias de lição de moral e algumas das andanças que o grupo dele (que incluía o bisavô de Nine) havia feito. Ela notou que o passado de Haya foi marcado por muitos fatos que ele se orgulhava, mas que no meio disso ocorreram diversos outros fatos de que ele gostaria de esquecer ou ter feito diferente. Todo o tempo em que Haya passava fora do seu pequeno quarto cedido por Kritan e Ylandra, ele usava um manto velho e escuro que cobria todo o seu corpo, mas que curiosamente não se rasgava quando ele esporadicamente se transformava em Slad.Todo aquele treinamento fez Nine formar uma boa base para alguém que estava começando a vida de aventura.

Passados dois anos de treinamento intenso Nine finalmente havia finalizado o tempo que Haya explicara que seria necessário para ela iniciar a jornada de aventureira. No mesmo dia que o treino terminou o pequenino pediu um tempo sozinho com Nine para explicar os últimos parâmetros do treinamento. E assim aconteceu, Haya e Nine fizeram uma curta viagem para um local desconhecido pela garota. Ao chegar num pequeno vilarejo próximo do litoral, o pequenino levou a garota para uma taverna e lá solicitou a mesa que havia reservado, Nine logo concluiu que ele havia planejado tudo muito bem, pois já havia até mesmo mesa reservada no nome deles. Parecia que o pequenino conhecia todos daquela vila e que conhecia tudo nela, Nine sentou-se à mesa com muitos pensamentos e dúvidas na cabeça, mas que só seriam respondidos assim que eles começassem a conversar então ela aguardou pacientemente o pequenino começar a falar. Ao sentar-se à mesa e antes mesmo que Nine falasse qualquer palavra Haya falou:

“Tirarei todas as suas dúvidas e questionamentos, assim que eu explicar o que está acontecendo no mundo e qual é o propósito de eu ter aparecido depois de tantos anos.”

Após os dizeres, o pequenino começou a explicar:

“Jovem Nine, o mundo desde que seu bisavô nasceu passou por muitas mudanças, como eu havia falado para você aquela poderosa força sombria Gran caiu, porém o seu braço direito, Scalfur, assumiu o papel de ameaça do mundo de Shoigun. Muitas quedas e reviradas marcaram eras no mundo e assim como em todas elas estamos num ponto critico onde as pessoas que lutam pelo bem de Shoigun devem intervir antes que seja tarde. Preparei muito bem sua mente até mais que o seu físico (naquela época Nine ainda parecia uma adolescente franzina), hehehe... o pequenino riu com o um sorriso paterno e continuou explicando... Pois essa nova etapa da sua vida será marcada por muitas lutas e decisões importantes, você vivera alegrias também, mas o momento não é de tranquilidade.”

Após uma breve pausa no discurso o pequenino continuou explicando a longa jornada que Nine teria pela frente.

Primeiramente Haya explicou que Nine teria que endurecer o seu coração para as adversidades e cenas que ela passaria, ele havia percebido que a garota apesar de muito corajosa tinha o coração “mole” quando se tratava de relacionamento com as pessoas. Logo em seguida Haya explicou a promessa que ele havia feito para o bisavô de Nine (Naror) e falou que ela seria a peça chave para isso, pois havia uma vila chamada Naltar que seria o ponto de partida da jornada da garota.

[b]Imagens: Para visualizar a imagem de Nine e Haya consultar o apêndice I, de imagens.[/b]

[b]Capítulo 2: O surgimento de uma justiceira e a cidade a proteger[/b]


O pequenino conversou muito com Nine durante o tempo que eles passaram naquele pequeno vilarejo a beira mar, muito do plano inicial de Haya foi revelado para Nine, mas como primeiro passo eles viajariam para o vilarejo foco de toda a jornada que era a vila Naltar. A jornada começou com a viagem de volta a casa dos pais de Nine, ela e Haya retornaram para pegar os pertences dela. Sem dar muito tempo para despedidas, Haya puxou a garota antes que ela desistisse de ir ao presenciar os seus pais chorando.

Os dois partiram numa tarde ensolarada e assim como um lince parte em direção a sua presa, eles foram correndo na direção de Naltar para economizar o maior tempo possível. A vila de Naltar se localiza, geograficamente, ao Norte de Galúpia e um pouco ao Sul de Rostvaley. A vila era próxima do mar, porém não era no litoral porque existia uma certa distância até chegar na costa, esse caminho até o porto da cidade era chamado de caminho do oceano (Da mesma forma existia um caminho até o rio da Nova Gorendill). Um frio na barriga consumia Nine durante todo o caminho, ela sabia que algo grande a esperava. Toda a viagem foi uma espécie de treino mental, uma estratégia de Haya para conter o nervosismo da garota. Passados alguns dias eles chegaram à vila.

Ao chegar à vila Nine se assustou com a beleza e a modernidade da arquitetura, apesar de ser uma vila pequena ela era bem organizada e limpa. Nas ruas se via uns poucos trabalhadores construindo algumas casas e comércios, algumas crianças correndo “para um lado e para outro” e algumas donas de casa limpando suas casas. Um clima nostálgico tomou conta de Nine, ela ficou encantada com a tranquilidade do local. Uma coisa curiosa na vila é que não existia nenhuma construção imponente ou chamativa, todas eram muito bem feitas e seguiam uma tendência de arquitetura tendo sua identidade própria só diferindo um pouco no tamanho de cada uma. A vila era bem charmosa e a população era composta em grande maioria por elfos, meio-elfos e humanos.

Passada a fase de reconhecimento Haya levou Nine em uma pequena casa que se destoava das outras por ser bem rústica e ter uma grande chaminé que não parava de sair fumaça. Haya chegou próximo à porta e deu três toques, como se fosse um código, e logo um pequenino gnomo abriu a porta mandando os dois entrarem. O pequeno gnomo se chamava [i]Bont[/i], tinha pés muito ligeiros, era muito energético e sempre andava com um cachimbo na boca quase todo tempo oferecendo algum prato de comida para os visitantes. Haya sempre direto ao ponto pediu para Bont contar o próximo passo de Nine logo após a primeira oferta de comida feita pelo gnomo. Bont, seguiu o pedido do amigo halfling sentou-se a mesa em que os visitantes estavam olhou fixo para Nine e abriu um grande mapa no meio da mesa, em seguida colocou uma caneca de leite ao lado do mapa e um livro com muitas escritas.

O gnomo após frisar uma a sobrancelha falou:

“Pequena garota, como o meu amigo Halfling do seu lado já falou sua jornada é longa e árdua. Você não tem o sangue de Naror e Neutar em vão, seu bisavô e tataravô contribuíram e muito para a luta pelo bem de Shoigun e seu caminho não poderia ser diferente. Cada um deles enfrentou um tipo de desafio em cada época que viveram, o que eu vou dizer para você agora é um dos desafios que te esperam pela frente.”

“Do legado de Gran surgiram vários boatos que apenas alguns sacerdotes continuavam a seguir Gran como uma divindade, mas que ele havia sumido de vez e todo o poder criado por ele havia sido assumido por Scalfur. Muitos tolos acreditaram nisso, mas não os esclarecido...”

Bont deu uma breve pausa e continuou:

“Nós que vigiamos o mundo não iríamos engolir isso facilmente e por isso uma grande pesquisa foi feita após a oficialização de que Gran havia desaparecido, dessa pesquisa surgiu uma grande descoberta. Assim como os Gorgs foram criação de Gran, o legado de conhecimento que ele deixou nos sacerdotes remanescentes foi muito grande e de tal conhecimento surgiu a criação de uma nova espécie, o [i]Orgurat[/i]. Essa raça foi criada pelos sacerdotes de Gran e mantida por Scalfur.”

Bont deu gole demorado na caneca de leite e só então continuou:

“Essa raça de indivíduos foi criada levando em conta os mínimos detalhes, para cobrir as falhas na criação dos [b]Gorgs[/b], e por isso são muito poderosos. O seu dever garotinha será comandar a [b]Hope Ray[/b], a guild criada para manter o equilíbrio do mundo de Shoigun enfrentando todos os Orgurats que estejam ameaçando o continente. A sua primeira tarefa começará em Naltar, pois como os Orgurats vem se expandindo eles já foram vistos nas redondezas de cidade por essa razão a Hope Ray começará aqui.”

[b]Obs.: gramaticalmente a palavra Hope Ray está incorreta, mas nessa história foi mantida assim por questão de sonoridade.[/b]

O gnomo Bont não parou de explicar diversos detalhes que ele precisava passar adiante para que Nine compreendesse melhor a situação.
Enquanto Bont continuava a falar sem interrupção Nine ficava de olhos bem abertos, atenta a todos os detalhes. O gnomo explicou que Nine seria líder da Hope Ray assim como seu Tataravô Neutar havia sido líder dos Guardiões da Lei, que para o bem de Shoigun e da cidade de Naltar esse clã precisava dar certo. Alguns voluntários já aguardavam o anuncio do líder do clã e estavam dispostos a ajudar o grupo no combate aos Orgurats.

Dessa forma estava oficializada a criação da Hope Ray e o anuncio do destino de Nine.

[b]Imagem: para visualizar a imagem das características raciais da nova raça, consultar o apêndice I [/b]

[b]Capitulo 3: O crescimento de uma nova cidade e a regência de Naltar [/b]


A cidade de Naltar não tinha Rei como também não tinha prefeito na época em que Nine havia chegado lá a primeira vez. A cidade estava ainda em faze de fundação, mas naquela mesma época Bont explicara a Nine que Naltar seria administrada por uma cúpula até que se achasse um Rei digno de assumir o trono. Sem explicar os detalhes para Nine, Bont sabia que na verdade esse Rei era de fato algum parente de Nine mesmo que distante.

A cidade foi crescendo de forma sustentável e proporcional a população que se expandia. Muitas pessoas ao redor de Shoigun escutavam os rumores de uma nova cidade pacifica que surgia do mesmo modo que galúpia, porém muito mais promissora. Apesar da fama ser um ponto positivo, existia o outro lado que de forma sábia foi levado em conta. Com a fama de pacifica a cidade poderia ser alvo de diversos clãs de ladrões e oportunistas, buscando se “dar bem” na cidade, por esse motivo foi criado um sistemas especial de segurança e de comercio na cidade.

No comercio de Naltar não eram vendidas armas, no máximo se encontrava armaduras, não eram vendidas magias e nem equipamentos de combate e toda e qualquer organização, clã ou mesmo um grupo comercial deveria fazer um cadastro com a cúpula da cidade para dessa forma evitar a criação de organizações fraudulentas e que ameaçassem a segurança da cidade. Toda a venda de equipamentos de combate sejam armas, armaduras ou mesmo itens mágicos eram voltados para exportação e por isso o comercio interno da cidade era apenas de tecidos, roupas e artigos comuns em geral. Esse era o maior escudo de Naltar contra os crimes, porque as pessoas não iam a cidade esperando comprar armas, armaduras ou qualquer equipamento de combate, isso tudo era exportado afastando o perigo da cidade.

A segurança da cidade era muito rígida, os guardas ao menor indicio de confusão controlavam logo a situação. Todos os guardas eram bem treinados e bem equipados, servir a cidade como guarda não era trabalho fácil, pois exigia um árduo treinamento, mas em compensação tinha muito prestigio em meio à população. Os guardas eram respeitados por todos e onde passavam eram reconhecidos. A guarda da cidade muitas vezes agia em conjunto com a Hope Ray quando se tratava de algo “sobrenatural”, mas sempre a Hope Ray que assumia as rédeas. Se a guarda da cidade era respeitada a Hope Ray era motivo de euforia, para ser do Hope Ray era preciso demonstrar grande valor interior e grande habilidade. Nine se encarregou de selecionar bem os seus integrantes.

Quanto à riqueza, a cidade impôs uma série de taxas de impostos equilibradas entre os ricos e menos favorecidos para que dessa forma a cidade pudesse oferecer os melhores serviços possíveis para a população. Por esse motivo muitos procuravam se mudar para Naltar com o propósito de melhorar a qualidade de vida de forma natural e não de forma ilícita ou fazendo algo errado.
Em geral Naltar foi crescendo de maneira equilibrada, ou de modo sustentável e essa característica atraia muitas pessoas para lá. A cidade começara a ganhar importância no contexto de Shoigun e com isso diversos outros eventos aconteceram por lá a partir da fama conquistada.

[b]Capítulo 4: A luta pelo trono e os dias atuais de Naltar [/b]


Naltar passou por varias transformações no decorrer do seu crescimento, mas a cidade continuava a crescer organizada e sempre atraindo mais pessoas para ela. Até que certo dia a cúpula que administrava a cidade se deparou com um estranho visitante novo da cidade, um jovem de seus vinte e cinco anos, porte médio e com a barba feita e usando belas roupas. O jovem, chamado Mytor, se dizia bisneto de Naror e que teria vindo à cidade para assumir o trono que era dele por direito. A presunção do garoto foi tamanha que os integrantes da cúpula não levaram em conta, mandaram Mytor buscar outra cidade para tomar posse como rei. O menino sem nenhum escrúpulo e com muita arrogância combinou com toda sua comitiva que havia vindo à cidade (cerca de vinte pessoas) para espalhar que o bisneto de Naror havia chegado, mas que o trono havia sido negado a ele.

Uma grande discussão começou a varrer a cidade, muitas pessoas começaram a questionar a autoridade da cúpula, se ela queria se manter no poder a todo custo. Uma parte da população defendia a cúpula pelo trabalho que eles vinham fazendo, mas uma grande parte sentiu que eles estavam quebrando o que haviam prometido, que era passar o poder adiante assim que um Rei por mérito ou por direito surgisse.

Um trabalho construído ao longo de anos não foi suficiente para contar a população, que enfeitiçada pelas declarações de Mytor, questionava o governo.

Mytor de fato era bisneto de Naror, ele era descendente da família que Naror deixou para trás quando abandonou o trono. Esse garoto em parte nasceu em um ambiente conturbado, foi criado junto dos tios que eram daquela realeza miserável a qual só vivia de status. O meninos foi educado por pais omissos que mais se importavam com uma garrafa de vinho do que com o filho de fato. Durante o crescimento de Mytor, seus pais passaram quase todo o tempo em busca de conseguir dar um salto na vida as custas dos outros, mas o titulo da mãe dele o de neta de Naror não foi suficiente para conseguir nada tendo em vista que a nova Gorendill era o local onde o nome de Naror tinha algum impacto, porém a cidade era muito bem estruturada para aceitar sustentar alguém apenas pelo título.

Foi então que os pais de Mytor resolveram procurar algo para se “dar bem”, nesse tempo de procura foi que surgiu Naltar. Como faro de cachorro logo eles descobriram que a cidade estava sem Rei e que crescia cada vez mais, foi então que eles tiveram a ideia de moldar Mytor para o perfil de um rei. Por ironia do destino eles começaram a “investir” no filho pela primeira vez, compraram as melhores roupas, contrataram professores de etiqueta e fizeram uma mudança geral no visual do menino. Tenk e Nika, os pais de Mytor gastaram sues últimos centavos sujos com a maior aposta deles, o trono de Naltar. Junto a eles, todos os tios primos e primas se juntaram na jogada e Mytor ficou encarregado de sustentar todos aqueles interesseiros.

Com todos esses problemas, a questão que fica no ar é si o garoto Mytor é do jeito que se apresentou em Natal por natureza ou se é desse jeito pela situação em que viveu durante a infância e adolescência.

Não sendo suficiente a presença de Mytor na cidade clamando pelo trono, uma nova ameaça surgiu. Através das andanças de Nine e a Hope Ray uma informação muito importante foi descoberta, Scalfur havia montado um forte grupo de Orgurat e planejava atacar Galúpia, para em seguida controlar Naltar assumindo o trono. O reino de Rostvalley era muito grande e ainda desconhecido por muitos, por isso Scalfur não poderia arriscar ataca-lo e sabendo que Naltar poderia clamar por ajuda a Galúpia, Scalfur optou por atacar Galúpia antes.

A tropa de Orgurat estava sendo liderada por um dos Orgurats mais famoso já visto nas investidas de Scalfur, ele se chamava[i] Zinrat[/i] e era famoso por ser um líder muito respeitado frente a sua raça.

Surgia assim um outro problema para a cidade de Naltar, que já estava instável pela disputa pelo trono. Felizmente Naltar podia contar com várias pessoas bondosas e de grande influência que estavam dispostas a dar a vida pela cidade, uma delas era Nine e a Hope Ray.

[b]Capítulo Extra I: O crescimento de Nine e da Hope Ray[/b]


Nine havia chegado a Naltar com dezoito anos e pouca experiência em combate, apesar de ter treinado muito com Haya. Seu real crescimento como aventureira começou quando ela assumiu a liderança da Hope Ray, pois foi a partir do comando dessa guild que ela ganhou maturidade e passou seus maiores desafios.

Antes mesmo de começar qualquer aventura Haya deu um presente a Nine para protegê-la dos perigos algo que havia sido deixado de herança por Naror, Nine recebeu a[b] Brejure[/b], essa espada era inteligente e muito poderosa, por isso logo de cara a espada reconheceu a mão do seu novo portador que agora era Nine e ao toca-la a primeira vez a Brejure logo falou: “Linhagem conhecida essa, a mesma do meu antigo dono”. Nine achou curioso, mas logo se adaptou com sua nova arma e guardou-a bem guardada assim como Haya havia lhe falado.

O pequenino havia guardado essa espada desde que Naror empunhara a ultima vez, ele esperou o momento em que a pessoas certa para ficar com ela aparecesse e com Nine esse momento apareceu.

Nine fez muitas conquistas, enfrentou muitos Orgurats ao redor de Shoigun como também diversos outros monstros. Ela passou por muitos apuros e por momentos difíceis. Um dos momentos mais críticos foi quando um dos informantes principais de Nine descobriu que os Orgurats queriam adentrar na Vila dos Dragões em busca de riquezas e aumento dos poderes, com base nas informações recebidas Nine decidiu intervir. Aquele território era extremamente hostil, pois além de ser morada dos dragões era território de domínio de Scalfur, mesmo assim Nine seguiu com alguns dos mais habilidosos membros da Hope Ray a fim de intervir os Orgurats. Ao chegar na base do inimigo Nine montou uma excelente estratégia de invasão, mas isso não impediu que em meio a calorosa batalha a proporção fosse de um membro Hope Ray para cinco Orgurats. A batalha durou um bom tempo e no fim restaram apenas três membros Hope Ray contra o líder daquele bando Orgurat. O líder Orgurat utilizou uma magia que incapacitou Nine e os outros dois membros restantes aproveitou a oportunidade e correu para dar o golpe de misericórdia, mas foi ai que uma aparição salvou a vida de Nine, um enorme Dragão sobrevoou o campo de batalha e parecia ter vindo para salvá-la, verdade ou não Nine não quis ficar para saber e recuperada do status da magia levantou do chão e desferiu o ultimo golpe no Orgurat líder.

A guild Hope Ray foi se tornando cada vez mais sólida e bem estruturada, porém não muito conhecida devido a uma estratégia de Nine. Ela sabia que muitas guildas como a do seu tataravô, Guardiões da Lei, ficavam famosas e eram alvos de muitos e essa ameaça também passava para as pessoas protegidas pelas guildas, foi por esse motivo que Nine preferiu se manter no anonimato, da mesma forma que sua linhagem famosa também havia sido. O único em que a Hope Ray era conhecida era em Naltar.

Ninguém em Naltar além de Haya e Bont sabia que Nine era Bisneta de Naror, foi algo que eles quiseram esconder para fins de proteção da garota.

[b]Capítulo Extra II: A Hope Ray e a Light Law[/b]


A guilda Hope Ray era um conjunto de duas divisões, a Hope Ray propriamente dita e a [b]Light Law[/b]. O primeiro grupo era formado pelos combatentes, já os segundo grupo eram pessoas “comum”, ou seja, não aventureiros, mas que tinham interesse em ajudar o mundo de Shoigun de alguma forma.

A divisão da Light Law era formada por pessoas devidamente treinadas para fazer um trabalho de investigação bem elaborado, pessoas que não tinham aptidão para ser um aventureiro, mas que eram dinâmicas perspicazes e interessadas formava o perfil padrão para esse trabalho. A divisão Light Law tinha sede em vários pontos de Shoigun para tornar possível uma investigação detalhada dos movimentos dos Orgurats mais especificamente, mas dos monstros em geral.

A Hope Ray era uma guilda forte graças às informações coletadas pela Light Law, que contribuíam para organizar as estratégias e planejar os passos a serem tomados.  

A Light Law por diversas vezes evitou que membros da divisão Hope Ray fossem capturados ou mesmo fizessem um ataque desnecessário.

A Hope Ray era a divisão de combate e defesa, eles que enfrentavam de fato os Orgurats. Para fazer parte dessa divisão era preciso passar por um longo treinamento que envolvia o desenvolvimento de várias aptidões. No fim do treinamento se o candidato fosse aprovado, o seu ingresso a guilda era representado por um item mágico, individual e intransferível forjado por Bont. Esse item era o símbolo de membro da Hope Ray e ele tinha uma propriedade muito curiosa, à medida que o membro evoluía aquele símbolo aos pouco também aumentava o seu poder e esse poder variava de acordo com o item que o membro recebesse. Cada pessoa recebia um item personalizado que representasse as habilidades e personalidade do membro. A segurança desse item era fator vital, pois à medida que o tempo passasse o item ficava cada vez mais ligado ao dono e a destruição dele poderia acarretar algum tipo de consequência, seja ela branda ou grande.

Nine por exemplo recebeu um item de Bont logo que entrou na Hope Ray, o item dela foi um colar muito bonito. O colar era formado por uma corrente prateada e tinha um pingente em forma de pena no final, esse era o símbolo de que Nine fazia parte da Hope Ray.

A Hope Ray tem como líder geral Nine, mas cada divisão também tem um coordenador nomeado por ela.A frente da Hope Ray divisão de combate estava [i]Kalrion[/i] um corajoso Humano e a frente da divisão de investigação, ou seja, da Light Law era [i]Anuke[/i] uma elfa muito astuta.

Os membros da Hope Ray eram muito organizados e sempre respeitavam as opiniões dos superiores. Em campo a guilda não andava com nenhuma farda ou estandarte, as únicas coisas que distinguia quem era membro de quem não era, era o item único que cada membro carregava, forjado por Bont, e a postura e organização que os membros da guild tinham.

Das poucas hierarquias que a guilda tinha, todos os altos cargos eram ocupados por pessoas de muita confiança de Nine pessoas que ela havia criado um vinculo de amizade e respeito, por esse motivo muitas vezes o clima entra os membros era de companheirismo e amizade, já em ação no campo de batalha os membros procuravam ser o mais independente possível para formar um grupo sólido e forte.  
A Hope Ray é uma guilda consolidada, mas que cuidou para manter seu nome preservado para evitar problemas maiores e vem fazendo seu trabalho cada vez mais forte criando sedes em varias metrópoles do mundo.

[b]Capítulo Extra III: Os Orgurats no mundo de Shoigun[/b]


Essa raça criada pelos sacerdotes de Gran e sustentada por Scalfur tem diversas peculiaridades que a faz ser única.

Em geral os Orgurats tem pele escuras, assim como os Orcs, os olhos são brancos em geral e a Iris com leve toque de cinza, cabelas grossos estilo rastafári em geral. A raça é um mix de músculo e inteligência, fazendo a maior parte de seu povo ter combatentes muito astutos.  Em geral os Orgurats tem o tamanho de um humano, mas existindo as exceções que podem ser bem mais altos como um pouco mais baixo que um humano.

No quesito combate as Orgurats do sexo feminino tem uma leve desvantagem para o sexo oposto, pois sua principal habilidade é realizada numa quantidade menor de vezes do que os homens. Os Orgurats não tem uma estruturação familiar comum, como eles são uma raça nascida para batalhar geralmente não constroem família.

No mundo de Shoigun existem duas vilas cadastradas pela Light Law como sendo de Orgurats, sendo uma delas comandada por Zinrat e as duas muito bem controlada por Scalfur, pois sabendo das capacidade dos Orgurats o vampiro controla-os bem com receio que a nova raça comece a traçar seu próprio destino e  passe a não obedecê-lo. Essas duas vilas foram descobertas graças a Xin Thun Primeiro, o único Orgurat bondoso conhecido em Shoigun.

A nova raça se alimenta como um humano, carne e legumes. Os orgurats conseguem enxergar na penumbra assim como os elfos e em geral são bem atentos como os elfos também. Quando viajam geralmente os Orgurats andam em grupos pequenos, pela força que têm eles geralmente não se agrupam em grandes caravanas.

Todas as informações que descrevem essa raça foram conhecidas através de [i]Xin Thun Primeiro[/i] que vem ajudando a Light Law a obter informações sobre a raça dele. Atualmente todas essas informações foram cadastradas, mas existe muita coisa ainda a se saber sobre a nova raça e muitos lugares em que ela está se estabelecendo, como grandes fortalezas e novas vilas.

[b]Capítulo Extra IV: Nine nos dias atuais[/b]


Nine cresceu muito como pessoa e como aventureira, passou por muitas experiências únicas e aprendeu muito. Atualmente ela se encontra com vinte e cinco anos e com uma grande bagagem de vivencia.

A garota nascida em Highfolks já viajou por muitos lugares em Shoigun enfrentando todos os tipos de monstros, mas focada sempre em enfrentar os Orgurats. Nine virou referência para muita gente em Naltar e ao redor de Shoigun, com espírito destemido vinha criando uma leva “fantasma” contra as forças dos Orgurats, o termo fantasma se refere ao fato de que a Hope Ray não era uma guilda que se autopromovia.

Em linhas gerais Nine era uma garota discreta, que mostrava o seu jeito com atitudes e não falando o que pensava para os outros. Ela nunca gostou de discurso, na hora de falar em público sempre apelava para Anuke que sempre a cobria. Nine era vaidosa na medida do possível, utilizava armadura personalizada quando em combate, mas nunca a utilizava fora deles. Já na rua sempre usava roupas elegantes e discretas para não chamar muita atenção.

Nine sempre foi uma menina muita serena e que muitas vezes se perdia em pensamentos. Ela comandava a Hope Ray de forma ativa e participando de ações e das decisões a serem tomadas. Ela era muito simpática com todos na Hope Ray e foi assim que fez muitos amigos lá.

Durante as jornadas passadas pela Hope Ray Nine sempre atuava de forma muito independente, ela tinha um senso muito grande de sobrevivência e de perigo e também lutava muito bem sozinha, mas em grupo também tinha um grande entrosamento com a sua equipe da Hope Ray. Sempre que necessitavam julgar as informações e a confiança de alguém durante uma jornada da equipe todos apelavam para Nine, pois ela tinha um profundo senso de personalidade das pessoas e coerência das informações.

No campo de batalha Nine chamava muita atenção, por quatro principais fatores sua postura/habilidade, por empunhar a Brejure, pelos cabelos vermelhos escarlates e seu colar em forma de pena. Muitos Orgurats já temiam sua presença e respeitavam ela como de igual para igual. A garota havia ganhado bastante expressão em Shoigun, tanto por seus adversários quanto por seus amigos.

Em um de suas andanças pelo mundo com seu grupo, Nine conheceu uma das pessoas que mais marcaram sua vida após o inicio de sua jornada como aventureira, essa pessoa na verdade era um garoto que ela conhecera quando tinha dezenove anos assim como ele. Nine conheceu o garoto chamado de Erin em meio às chamas de sua vila, mesmo quando tudo estava ruindo o garoto tentava lutar com os invasores para salvar sua mãe. Após o ocorrido e o grupo de Nine ter salvado a vila de Erin, ele revelará querer ser um combatente mesmo sendo uma pessoa comum e que desejava fazer parte de algum grupo de aventureiros assim como o de Nine. Sem se identificar (como líder da Hope Ray) ela incentivou Erin que decidiu se mudar para Naltar para começar uma vida nova e dessa vez treinando para ser um aventureiro. Nine já havia chamado à atenção de muitos homens naquela época inclusive aventureiros, mas todos eram presunçosos e arrogantes ou muito amostrados, além disso Nine estava muito focada na sua missão e por isso nunca deu atenção a nenhum deles, a única exceção havia sido Erin pois o garoto tinha um espírito muito forte, tinha origem humilde bem como Nine e havia cativado ela.

Após três anos de treinamento, Erin partiu de Naltar sem dar notícias com intuito de ganhar experiência na vida de aventureiro. Desde então Nine perdeu o contato com ele.

Nos dias atuais Nine se encontra na ilha de Menphil, pois a divisão Light Law fez uma descoberta que na cidade de [i]Groenty[/i] uma princesa e um suposto arruaceiro haviam desaparecido em meio a um forte de Orgurats, sob suposto controle do arruaceiro.

[b]Capítulo Extra V: A cidade de Groenty, a princesa Lany e o arruaceiro Serigon [/b]


A cidade de [b]Groenty[/b] era desconhecida e só foi passar ao conhecimento das pessoas há cerca de cinco anos quando ela começou a se destacar pela venda de um peixe muito raro e muito procurado pelas tavernas mais chiques de Shoigun. As correntes marítimas próximas a Groenty trouxeram a prosperidade para a cidade, pois através da exportação desse peixe foi que ela consolidou sua economia.

Juntamente com a prosperidade veio à criação do reinado de Groenty onde a linhagem dos[i] Lork Rais[/i] assumiu o trono. [i]Griran Lork Rai[/i] foi o primeiro rei a assumir o trono e também o que se encontra nos dias atuais, ele é um rei que valoriza muito a linhagem, mas que chega a ser muito arrogante por valorizar somente a realeza. A cidade de Groenty era muito tradicional, desde o formato da cidade até mesmo sua população. A cidade tinha o castelo como de costume e o título que o nome de alguém carregava era o maior cartão de apresentação da cidade.

Distante da população estava o castelo e sua realeza, os nobres da cidade sempre faziam questão de visitar o castelo quando vez ou outra eram convidados para uma festa por lá. O prestigio e o glamour eram conquistados por influência ou linhagem, os casamentos eram arranjados e as festas eram privadas. Os nobres não se misturavam com a plebe, e isso parecia não incomodar a população da cidade de um modo geral que aceitava aquilo sem questionar.

O rei Griran Lork Rai apesar de arrogante administrava bem a cidade e fazia com que ela prospera-se. Ele vivia muito de imagem, mas durante a fase em que a cidade começara a ganhar visibilidade uma coisa trágica aconteceu, o rei perdera sua rainha e também sua única conselheira que o fazia melhorar como pessoa e se acalmar diante das pressões da cidade. Após uma semana de tristeza e lamentação ele se recompôs e dividiu sua tristeza com sua única filha, [i]Lany Lork Rai[/i] a bela princesa de Groenty. Esse acontecimento mexeu muito com a cabeça do rei que começou a fazer coisas bruscas e sem pensar, ele nomeou um braço direto sem mesmo avalia-lo direto, criou cargos sem serventia no castelo e até criou uma comissão para buscar candidatas a nova rainha, essa ultima ação foi imperdoável para sua filha Lany que passou a falar pouquíssimo com ele. Completando a situação difícil do rei, um pouco depois dessas nomeações feitas por ele, chegara à cidade um grupo de supostos mercenários que tinham uma licença para entrar em Groenty e com a chegada desses mercenários tudo iria mudar.

A cidade de Groenty tinha por tradição não aceitar qualquer estrangeiro que chegasse à cidade. Para entrar nela era necessário comprovar parentesco com alguém de dentro ou ter alguma autorização especial que permitisse o acesso. A cidade possuía um cadastramento rigoroso das pessoas que estavam na cidade para assim poder detectar algum intruso.

Foi em meio a esse contexto que surgiu na cidade um grupo de mercenários que misteriosamente tinham um certificado dando permissão de acesso a cidade. Segundo constava no certificado de acesso, eles estavam na cidade à procura de uma espécie de monstro nunca visto antes. O fato de aquele grupo ter um certificado já causava desconfiança e dúvidas e ainda alegando estar a procura de uma nova espécie de monstro fez a guarda da cidade ter uma desconfiança total naqueles estrangeiros. De fato o documento apresentado pelos mercenários era falso, mas a guarda não havia conseguido descobrir isso e eles acabaram entrando.

Esse grupo de mercenários era composto por cinco membros, duas mulheres e três homens. Todos eram jovens de espírito livre, boas pessoas, de origem humilde e sonhavam em acender seja economicamente, o caso de três dos cinco membros, ou como aventureiro, o caso dos outros dois membros. O real motivo da vinda desse grupo de mercenários para Groenty era para conseguir juntar as armas e armaduras utilizadas pelos Orgurats, pois nos mercados de toda Shoigun era item ainda raro e muito procurado pelos aventureiros novatos, com a venda desses itens o grupo poderia conseguir um bom capital para iniciar a jornada deles.

Um desses mercenários, o menos preocupado com riqueza e mais preocupado com crescer como aventureiro se chamava [i]Serigon[/i] um jovem muito honrado e sonhador. Serigon era muito habilidoso com espadas e sempre guiava o grupo para um bom caminho quando via que eles poderiam se perder e cair no caminho errado. O garoto adorava conhecer lugares novos e pessoas novas, muito do aprendizado dele era fruto das conversas e experiências com as novas pessoas.

Nesse mesmo período que Serigon e seu grupo chegavam à cidade, Lany desejava sair, pois seu pai cada vez mais tomava medidas sem sentido. Lany havia se entristecido com a mais nova decisão de seu pai, que ela iria casar com o príncipe [i]Nurios[/i] da uma prospera vila vizinha, isso tudo com intuito de expandir o reino. O que mais havia decepcionado Lany foi o fato de seu pai, o rei, diante da mãe dela em outros tempos ter prometido que faria diferente de todos os outros reinos e que deixaria sua filha escolher com quem ela casaria sob avaliação dele. Depois de todas as medidas sem nexo que seu pai havia tomado, aquela do casamento havia sido o estopim para Lany, a garota começara a montar o seu plano de fuga que começou com uma extensa carta explicando os motivos da fuga para seu pai e entre outros assuntos ela pedia para que ele lembrasse da mãe dela, a rainha, e tudo que ela havia ensinado aos dois sobre bondade e união. Nessa carta Lany também fazia um apelo a governanta do castelo que havia cuidado dela durante toda sua vida, para que agora tomasse conta do seu pai.

Paralelo ao plano de fuga da princesa, o grupo de Serigon começava a conhecer tudo e todos na cidade, afinal era raro haver estrangeiros por ali. Em um dos passeios do grupo eles conheceram uma bela e simpática garota, muito educada também, que se encantou pelas histórias das viagens do grupo de mercenários, ela se chamava [i]Ilyth Noly[/i]. Depois de ouvir muitas histórias a Ilyth Noly ficou muito empolgada com tantas histórias (como era muito raro alguém novo ficar muito tempo na cidade as histórias do grupo de mercenários era um tipo de atração artística para a população) que acabou convidando todos os membros do grupo para sua festa de aniversário que seria na semana seguinte.

Uma coisa curiosa na cidade de Groenty era que algumas imagens da família real eram expostas em vários lugares da cidade sempre acompanhadas de alguma frase poética criada pela rainha, mas como ela havia falecido sua filha assumira o comando da criação das frases nos últimos tempos. Em virtude disso todos os cidadãos e visitantes conheciam o rei Griran e sua família. E foi dessa forma também que todos souberam do casamento da princesa, que foi anunciado com algumas imagens de Nurios pela cidade.

Na mesma época do aniversário de Ilyth Noly, a princesa Lany havia preparado sua fuga que envolvia esse aniversário, pois [i]Ilyth[/i] na verdade era melhor amiga de Lany, porém elas só mantinham contato por cartas e raramente se viam devido ao controle do rei sob a segurança de Lany. Com o argumento de ser o aniversário de Ilyth, Lany conseguiu a permissão de seu pai para ir a festa acompanhada de uma escolta de guardas. Em poucas ocasiões Lany havia ido para a casa de Ilyth, mas as duas se davam muito bem e por esse motivo Lany pediu ajuda a amiga, para a sua fuga. Elas planejaram tudo nos mínimos detalhes e naquela noite a princesa conseguiria fugir da cidade e consequentemente do destino de seu casamento arranjado e das angustias e erros do rei.  

O plano começou no caminho do castelo até a casa de Ilyth, Lany inventou que estava passando mal foi quando uma cortina de fumaça cobriu ela e os guardas abrindo uma brecha para que ela escapasse da vigilância deles. Essa fumaça foi criada por alguns amigos de Ilyth a pedido dela. Lany correu na direção da casa de Ilyth passando por becos escondidos para não ser encontrada e foi em um desses becos que o pai de Ilyth, que havia concordado em ajudar também apesar de ser contra a fuga de inicio, estava esperando a princesa com um disfarce. Ela vestiu o traje, que era de um garoto e adentrou a casa de da família de Ilyth pela porta dos fundos.

Na casa de Ilyth estavam todos os convidados e a festa estava bem agitada, foi quando a mãe da aniversariante deu o sinal a ela fazendo referência à chegada de Lany na casa. Nesse momento Ilyth pediu licença aos convidados e foi na direção dos fundos da casa para receber a amiga. Sem saber de nada disso Serigon entrou no corredor dos quartos da casa de Ilyth após errar o caminho do banheiro. Sem perder tempo Ilyth rapidamente levou sua amiga a seu quarto, pois lá estavam a muda de roupa e os mantimentos para a fuga de Lany. Quando Ilyth entrou no corredor dos quartos junto com a princesa, elas esbarraram em Serigon e caíram os três no corredor, num ato de pressa Ilyth já escutando os guardas chegaram na porta de sua casa, segurou a mão tanto de Serigon quanto de Lany (que no momento estava disfarçada de menino) e os levou para seu quarto onde pegaram as roupas e mantimentos e em seguida foram para a porta dos fundos.

Foi chegando ao fundo da casa que Ilyth falou:

“Minha amiga Lany eu te admiro demais e só desejo sua felicidade, estou muito preocupada com sua fuga e não quero que você vá sozinha. Como temos pouco tempo esse rapaz o Serigon irá com você e assim você estará bem.”

Serigon sem entender nada da situação, mas muito perspicaz como um verdadeiro aventureiro, seguiu as instruções da aniversariante e correu levando a princesa, que até então para ele era um menino. Antes de partirem Ilyth entregou uma carta a Serigon, que aparentemente era pré escrita (uma espécie de cheque) onde a família dela se comprometia a pagar pelos serviços prestados a ela, e falou que ele seria bem recompensado, como mercenário, por proteger Lany. O garoto meio sem jeito pegou aquele papel e correu, levando a princesa.

Os dois vagaram por muitos dias, mas sempre sendo seguidos por guardas de Groenty liderados por um astuto major da cidade. Durante esse tempo de fuga Serigon logo no primeiro dia rasgou aquele contrato que garantia o recebimento do dinheiro, explicando a dama esfarrapada em panos de roupa que para proteger alguém e participar de uma aventura ele não precisava receber por isso iria por vontade própria. Além dessa atitude, muito do que o garoto fazia e falava fez a princesa se sentir segura e animada. Os dois ficaram muito próximos, o que facilitava a deles dos guardas que ainda os seguiam.

Após fugir diversas vezes dos guardas nos dias que sucederam a saída da cidade, o major da guarda construiu um plano bem bolado para capturar a princesa fugitiva e o arruaceiro que supostamente havia raptado ela sem nenhuma razão aparente.

Enquanto isso na cidade, o pai de Lany entrou em um estado de agonia pelo fato da filha ter sumido. Ele leu a carta dela, mas não se conformava com a situação e criou uma história mirabolante para as pessoas da cidade. Nessa história a princesa havia sido raptada e que a cidade também correria perigo. Dessa forma ele conteve os ânimos dos cidadãos e não revelou a insatisfação de sua filha frente a sua administração e comportamento.Com o intuito de reforçar ainda mais sua invenção de que a princesa havia sido raptada que o rei resolveu criar uma comitiva do resgate a princesa e essa comitiva ficou responsável por organizar um cadastramento de equipes dispostas a resgatar a princesa.

Nesse intervalo de tempo o rei ficou sabendo de uma noticia muito desanimadora a respeito de sua filha. Em meio à fuga do resgate bem formulado pelo major de Groenty para resgatar a Lany, a princesa e o mercenário acabaram se escondendo numa caravana de monstros estranhos e com olhar frio que facilmente venceram alguns guardas da cidade e fizeram o major recuar. Essa caravana na verdade era de Orgurats. A única notícia que confortava o rei era a de que os dois se infiltraram na caravana e não foram notados, mas ficou a dúvida no ar se eles foram descobertos em seguida. O major também conseguiu vê-los adentrando o que parecia ser uma grande fortaleza criada em uma montanha próxima da região em que estavam.

Com essas noticias todas sobre sua filha, Griran rapidamente criou uma forma de incentivar os mercenários, heróis ou seja lá o que fosse a resgatar sua filha e punir o arruaceiro. O rei mudou o discurso e anunciou para a população que o arruaceiro estava liderando um grupo de monstros desconhecidos e fortíssimos e eles tinham a princesa na posse deles dentro de uma fortaleza ao leste da cidade. A forma mais rápida para incentivar os grupos de resgate foi oferecer prêmios altos em dinheiro e itens mágicos, como também um lugar de prestigio na realeza. Para uma cidade marcada pela rigidez das posições sociais e por uma reverência a realeza, oferecer um cargo alto era como um sonho para muitos. Após esse anuncio do rei diversos grupos foram formados e alistados, grupos internos da cidade e estrangeiros também. Ao todo foram cadastrados 10 grupos, mas só foram aceitos dois grupos, pois o rei exigiu que só teriam a chance de tentar salva-la e ganhar o prêmio os grupos que estivessem devidamente cadastrado e aceitos.

Com todas essas noticias rolando e o grupo de mercenários procurando por Serigon há dias, foi que eles ligaram os fatos e perceberam que o arruaceiro que o rei falara que havia levado sua filha na verdade tinha grande chances de ser Serigon. Contando com a suposição correta, o grupo de mercenários mesmo sem se inscreverem foram ao resgate de seu amigo, pois ele estava duplamente em perigo tanto pelos grupos de resgate quanto pelos monstros. Dos outros grupos aceitos um era liderado por Nurios que ainda queria a mão da princesa a qualquer custo, para enriquecer a vila dele e por último havia um grupo de mercenários anões que tinham como característica principal as armaduras cheia de pedras preciosas.

Antes que os dois grupos oficiais de resgate saíssem, a cidade de Groenty foi surpreendida mais uma vez por uma visita inusitada de estrangeiros. Dessa vez foram cinco pessoas liderados por uma mulher de cabelos vermelho escarlate, uma espada falante e um pingente em forma de pena no pescoço, Nine. Ela vinha fazer uma coisa que geralmente a Hope Ray não fazia que era avisar do perigo dos monstros que enfrentariam, sem alegar ser de qualquer grupo ela tentou negociar com o Rei para impedir que ele enviasse qualquer grupo para lá e deixasse que ela resolveria sem precisar de premio.

E assim se encontra Nine nos dias atuais... Sempre justa e corajosa, dessa vez ela terá mais um grande desafio de coragem e diplomacia pela frente.


[b]Obs.: Por motivos de organização o Capítulo Extra V será escrito também em outro post falando sobre a cidade. [/b]

A partir de agora a história será desenvolvida a medida que o tempo passar em Shoigun...


Última edição por LP-Ara em Sex Fev 01, 2013 11:59 pm, editado 7 vez(es)

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Re: A historia de Naltar!

Mensagem por LP-Ara em Qui Jan 24, 2013 9:47 pm


História atualizada! (24/01/2013)

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Re: A historia de Naltar!

Mensagem por LP-Ara em Sex Jan 25, 2013 8:39 pm

Atualizados Capítulo Extra I, Capítulo Extra II (25/01/2013)!

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Atualização!

Mensagem por LP-Ara em Ter Jan 29, 2013 9:10 pm

Atualização dia 28/01:

Atualizado Capítulo Extra II.
Criado Capítulo Extra III.

Atualização dia 29/01:

Atualizado Capítulo Extra III.
Criado Capítulo Extra IV.
Criado Capítulo Extra V.

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Re: A historia de Naltar!

Mensagem por LP-Ara em Qui Jan 31, 2013 9:32 pm

Atualização dia 30/01:

Atualizado Capítulo Extra V.

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Re: A historia de Naltar!

Mensagem por LP-Ara em Sex Fev 01, 2013 9:14 pm


Atualização dia 01/02:

Atualizado Capítulo Extra V.

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Re: A historia de Naltar!

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